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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

20 mortos devido a surto de gripe nos Estados Unidos



O governador de Nova Iorque, Andrew Cuomo, decretou, este sábado, estado de emergência sanitária devido ao surto de gripe que atingiu mais de 19.000 pessoas naquele Estado norte-americano.

Andrew Cuomo autorizou ainda a administração de vacinas a bebés e crianças por farmacêuticos, iniciativa que surge um dia depois de as autoridades norte-americanas terem alertado que o surto se alastrou a todo o país e poderá durar ainda várias semanas a ser controlado.

Pelo menos 28.747 casos de gripe foram registados nos Estados Unidos durante este inverno, provocando a morte a 20 crianças, segundo os centros federais de controlo e prevenção de doenças.

Contudo, as autoridades estimam que o número de pessoas afetadas seja muito mais elevado, atendendo a que muitos pacientes não procuram um médico.

Na tentativa de conter a expansão de um vírus potencialmente mortal, o governador de Nova Iorque disse considerar ser extremamente importante suspender, nos próximos 30 dias, a regulamentação que dita que os farmacêuticos de Nova Iorque não podem vacinar os pacientes com menos de 18 anos.

"Estamos a enfrentar a pior epidemia de gripe desde meados de 2009 e o vírus está ativo em todo o Estado de Nova Iorque, com o registo de casos nos 57 condados e nos cinco bairros da cidade de Nova Iorque", afirmou Cuomo, num comunicado, citado pela AFP, em que explica porque decidiu decretar o estado de emergência.

No Estado de Nova Iorque, os casos de contágio por gripe subiram de 4.404 no anterior inverno para 19.128 no atual.

Na quinta-feira, as autoridades de Boston, capital do estado do Massachusetts (nordeste), também tinham declarado o estado de emergência sanitária por causa da propagação invulgar do vírus da gripe.


segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

OMS preocupada com o vírus mutante da gripe das aves


















A Organização Mundial de Saúde (OMS) manifestou-se hoje "profundamente preocupada" com as pesquisas realizadas em laboratório sobre um vírus mutante da gripe das aves H5N1.

O laboratório holandês liderado por Ron Fouchier no centro médico universitário Erasmus de Roterdão anunciou em Setembro ter criado uma mutação do vírus H5N1 potencialmente capaz, pela primeira vez, de se transmitir facilmente entre mamíferos e potencialmente entre humanos.

A Universidade do Wisconsin, nos Estados Unidos, também realizou um trabalho sobre o mesmo vírus, com as duas pesquisas a serem financiadas pelos institutos nacionais americanos da saúde (NHI).

"A OMS toma nota de que" estes anúncios "suscitaram preocupações sobre eventuais riscos e más utilizações associadas a estas pesquisas", indica a organização em comunicado.

A OMS "está também profundamente preocupada com as eventuais consequências negativas" de tais trabalhos, acrescenta a nota.

A mesma organização defende ainda que "os estudos desenvolvidos em condições apropriadas deverão continuar" a fim de se conseguirem os conhecimentos "necessários para reduzir os riscos associados ao vírus H5N1".

fonte: DN

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Investigadores descobrem registo mais antigo da gripe espanhola

Doença matou 50 milhões de pessoas em 1918 e 1919.

Estudo foi feito com corpos de soldados mortos na época.

Uma pesquisa publicada nesta segunda-feira (19) pela revista científica “Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS)” mostra que o vírus da gripe espanhola já estava nos EUA pelo menos quatro meses antes de atingir níveis pandémicos. A doença matou cerca de 50 milhões de pessoas em todo o mundo nos anos de 1918 e 1919.

A equipa de Jeffery Taubenberger analisou tecidos pulmonares de soldados norte-americanos que morreram por infecções respiratórias em 1918. Proteínas e material genético do vírus foram encontrados em 37 deles, sendo que quatro morreram entre maio e agosto. Segundo os cientistas, esses são os casos mais antigos já encontrados. A doença só se tornou uma pandemia a partir do outono europeu, que começa em setembro.

Além de terem sido infectados pelo mesmo vírus, as lesões e o quadro clínico apresentados pelos soldados foram idênticos aos relatados no auge da pandemia. Para Taubenberger, isso mostra que o vírus não sofreu nenhuma mutação que pudesse justificar a alta mortalidade.

Os cientistas descobriram ainda que havia dois tipos diferentes do vírus a circular no mundo. Num deles, uma proteína chamada hemaglutinina ligava o vírus às células respiratórias com mais eficiência que no outro tipo. Contudo, os efeitos no corpo eram parecidos nos dois casos, e a variação também não explica o alto número de mortos.

Em todos os 68 corpos estudados, os soldados tinham alguma infecção bacteriana, como a tuberculose além do vírus. Por isso, os autores concluem que os novos dados reforçam a importância do combate às bactérias durante surtos de gripe em larga escala.

fonte: G1

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Cientistas dos EUA descobrem novo anticorpo da gripe

A possibilidade de uma única vacina contra a gripe está cada vez mais próxima. Cientistas dos Estados Unidos descobriram um anticorpo que age contra 30 das 36 estirpes da gripe, o último avanço na busca de um tratamento universal e de uma vacina contra a doença, segundo estudo publicado nesta segunda-feira. O novo anticorpo amplamente neutralizante, denominado CH65, consegue aderir na superfície do vírus da gripe, denominada hemaglutinina, a qual sofre mutação a cada temporada, forçando os especialistas a projectar regularmente uma nova vacina.

O anticorpo CH65 foi encontrado nas células de um voluntário, que tomou vacina contra a gripe desenvolvida para o ano de 2007, destacou o estudo, publicado nas Actas da Academia Nacional de Ciências. "O que isto nos diz é que o sistema imunológico humano pode ajustar sua resposta à gripe e de facto produzir, embora com uma frequência baixa, anticorpos que neutralizam toda uma série de estirpes", disse o autor principal do estudo, Stephen Harrison, do Hospital Infantil de Boston, Massachussetts.

"Nosso objetivo é entender como o sistema imunológico selecciona os anticorpos e utiliza essa informação para fazer melhorias que contribuam para a elaboração de uma vacina que favorecerá a amplitude sobre a especificidade", completou.

Na semana passada, investigadores britânicos e suíços anunciaram, na revista americana Science, a descoberta do primeiro anticorpo humano capaz de eliminar todos os vírus da gripe. Este anticorpo, denominado FI6, foi posto à prova nos subtipos de vírus da gripe A e sempre demonstrou eficácia contra a hemaglutinina, uma proteína frequentemente variável.

fonte: terra