segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

OMS preocupada com o vírus mutante da gripe das aves


















A Organização Mundial de Saúde (OMS) manifestou-se hoje "profundamente preocupada" com as pesquisas realizadas em laboratório sobre um vírus mutante da gripe das aves H5N1.

O laboratório holandês liderado por Ron Fouchier no centro médico universitário Erasmus de Roterdão anunciou em Setembro ter criado uma mutação do vírus H5N1 potencialmente capaz, pela primeira vez, de se transmitir facilmente entre mamíferos e potencialmente entre humanos.

A Universidade do Wisconsin, nos Estados Unidos, também realizou um trabalho sobre o mesmo vírus, com as duas pesquisas a serem financiadas pelos institutos nacionais americanos da saúde (NHI).

"A OMS toma nota de que" estes anúncios "suscitaram preocupações sobre eventuais riscos e más utilizações associadas a estas pesquisas", indica a organização em comunicado.

A OMS "está também profundamente preocupada com as eventuais consequências negativas" de tais trabalhos, acrescenta a nota.

A mesma organização defende ainda que "os estudos desenvolvidos em condições apropriadas deverão continuar" a fim de se conseguirem os conhecimentos "necessários para reduzir os riscos associados ao vírus H5N1".

fonte: DN

domingo, 1 de janeiro de 2012

Confirmada 1.ª morte por gripe das aves em 18 meses


Um homem morreu hoje em Shenzhen, na China, vítima do vírus H5N1, também conhecido como gripe das aves, o primeiro caso no país em 18 meses, revelaram as autoridades.

O indivíduo, um condutor de autocarros, morreu na cidade de dez milhões de habitantes, próxima de Hong Kong, onde milhares de aves foram eliminadas depois de ter sido confirmada na semana passada a presença do vírus.

Aparentemente, refere a agência France Presse, o indivíduo não teve qualquer contacto, no mês passado, com aves domésticas e não saiu de Shenzhen. Foi hospitalizado no dia de natal e as autoridades confirmaram que estava contaminado com o vírus H5N1.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que em todo o mundo, desde 2003, já tenham morrido 336 pessoas por causa deste vírus, 26 das quais na China.

A OMS já manifestou preocupação sobre uma possível mutação do vírus verificada em pesquisas laboratoriais.

fonte: DN

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Os dois estudos em "standby" sobre vírus da gripe das aves criados no laboratório não devem ser publicados na íntegra































O Painel Consultivo da Biossegurança dos EUA (National Security Advisory Board on Biosecurity ou NSABB) entendeu que dois estudos que foram submetidos para publicação sobre vírus da gripe das aves H5N1 criados no laboratório - e que têm o potencial de se tornarem facilmente transmissíveis entre seres humanos - não devem ser publicados na íntegra em revistas científicas.

“Nenhum dos manuscritos deveria ser publicado com todos os dados e os pormenores experimentais”, explica o NSABB, num parecer datado de 21 de Novembro mas divulgado ontem. E recomenda ainda que “as conclusões dos manuscritos devem ser publicadas sem pormenores experimentais nem dados sobre as mutações que possam permitir a replicação dos resultados”.

Recorde-se que Ron Fouchier e os seus colegas, do Centro Médico Erasmo de Roterdão, na Holanda, mostraram que bastam cinco mutações específicas no vírus H5N1 para o tornar transmissível por via aérea entre furões, os mamíferos considerados como o melhor modelo animal para estudar a transmissão do vírus H5N1 entre seres humanos. Uma outra equipa, liderada por Yoshihiro Kawaoka, da Universidade do Wisconsin, obteve resultados semelhantes.

O director da revista "Science", que tem entre mãos o artigo da primeira equipa, declarou ontem em comunicado que os seus editores vão agora ponderar “a melhor forma de proceder”. Salientando que “apoiam fortemente o trabalho do NSABB”, Bruce Alberts acha contudo “preocupante ter de negar informações potencialmente importantes em termos de saúde pública aos cientistas responsáveis que estudam a gripe”. 

"O vírus resultante [o de Fouchier e colegas]", salienta, "é sensível aos antivirais e a certos candidatos a vacina e a informação acerca dele pode bem ser essencial para acelerar o desenvolvimento de novos tratamentos que permitam combater esta forma letal de gripe”, lê-se ainda no comunicado.

Alberts acrescenta que a resposta da Science ao parecer do NSABB (que não é vinculativo), "vai depender fortemente (...) da elaboração de um plano escrito e transparente, pelo governo dos EUA, que garanta que toda a informação omitida na publicação será fornecida a todos os cientistas responsáveis que a solicitem, como parte dos seus legítimos esforços para melhorar a saúde e a segurança públicas”. 

fonte: Público

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Criança de seis anos dorme 19 horas por dia depois de tomar vacina contra gripe suína























Um menino inglês de seis anos passa a maior parte do seu tempo a dormir. Depois de, em 2009, lhe ter sido administrada a vacina contra o H1N1, a criança passou a adormecer constantemente, de acordo com a mãe, 'de cinco em cinco minutos'.

A vacina Pandermix provocou no organismo de Josh efeitos secundários severos e, quase dois anos depois, as consequências da administração da droga ainda afectam a vida da família Hadfield.

Na vida familiar e escolar novas rotinas tiveram de ser incluídas depois de Josh ter sido diagnosticado com narcolepsia, uma condição neurológica caracterizada por episódios irresistíveis de sono. Caroline conta que, durante a noite, tem de acordar o filho para comer, já que passa grande parte do dia a dormir.

Por outro lado, se inicialmente a professora enviava o Josh para casa quando este adormecia, hoje em dia a sala de aulas foi adaptada de forma a que o menino possa dormir uma sesta sempre que precisa.

Apesar de estar a ser tratado com Ritalin – um estimulante leve do sistema nervoso central, relacionado com as anfetanimas – Josh não voltou a ser o rapaz alegre e bem disposto que era.

Os pais - que consideram que deviam ter sido levados a cabo mais exames sobre o fármaco antes deste começar a ser administrado - contam que o filho perdeu o controlo muscular e adormece constantemente, mesmo quando está a caminhar, a comer ou a nadar.

Apesar de estar a ser tratado com Ritalin – um estimulante leve do sistema nervoso central, relacionado com as anfetanimas – Josh não voltou a ser o rapaz alegre e bem disposto que era, avança o MailOnline.

A vacina Pandermix foi utilizada para proteger contra o vírus H1N1 que, em 2009, se espalhou a partir do México e causou o pânico na Europa.

Em Janeiro de 2010, Caroline foi aconselhada a vacinar o filho, que por ter menos de cinco anos fazia parte de um grupo de risco. Meses mais tarde, em Julho, a Autoridade Europeia de Medicina passou a desaconselhar a administração da vacina em menores de 20 anos.

Apesar de na Grã-Bretanha nunca ter sido admitida a ligação entre a Pandermix e a narcolepsia, em países como a Finlândia e a Suécia, essa relação foi confirmada e as famílias afectadas passaram a receber uma compensação.

fonte: Sol

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Vírus criado em laboratório é o mais mortal do mundo

Um grupo de cientistas está insistindo em publicar pesquisas sobre como eles criaram um vírus da gripe em laboratório que poderiam acabar com a civilização humana.

O vírus mortal é uma versão geneticamente modificada da cepa H5N1 da gripe aviária, mas é muito mais infecciosa e poderia passar facilmente entre milhões de pessoas ao mesmo tempo.

A pesquisa tem causado uma tempestade de controvérsia e dividindo cientistas, com alguns dizendo que ela nunca deveria ter sido realizada.

A cepa actual do H5N1 apenas matou 500 pessoas e não é contagiosa o suficiente para causar uma pandemia global.

Mas há o medo de que o vírus modificado seja tão perigoso que poderia ser usado para bio-guerra, se cair em mãos erradas.


sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Gripe sazonal provoca 111 mil mortes por ano

Cerca de 90 milhões de crianças no mundo têm gripe sazonal todos os anos, levando a um milhão de internamentos e 111 mil mortes, revela a revista The Lancet numa edição especial sobre o Dia Mundial da Pneumonia.

Para marcar a efeméride, que se assinala amanhã, a revista científica publica o primeiro estudo que fornece estimativas globais sobre a gripe sazonal em crianças com menos de cinco anos e o impacto das pneumonias relacionadas com a gripe.

O estudo calcula que cerca de 90 milhões de crianças em todo o mundo tenham gripe sazonal todos os anos, levando a um milhão de internamentos e 111.500 mortes devidas a pneumonias relacionadas com a gripe. Cerca de 99 por cento destas mortes ocorrem nos países em vias de desenvolvimento.

Os cientistas responsáveis por esta investigação, liderados por Harish Nair, da Universidade de Edimburgo, analisaram 43 estudos, envolvendo oito milhões de crianças, e concluíram que todos os anos há 20 milhões de casos de pneumonia relacionados com a gripe. Isto significa que um em cada oito casos de pneumonia em crianças está relacionado com a gripe sazonal.

Além disso, estimam que haja um milhão de casos graves de pneumonia relacionados com a gripe, o que representa sete por cento de todos os casos graves.

Os investigadores calculam que em 2008 tenha havido entre 28 mil e 111.500 mortes em crianças com menos de cinco anos atribuíveis a pneumonia associada à gripe, sendo que 99% ocorreram em países em vias de desenvolvimento.

"A gripe é o segundo agente mais comum identificado em crianças com pneumonia e contribui substancialmente para o peso da hospitalização e da mortalidade nas crianças", referem os cientistas.

"As nossas estimativas deveriam informar as políticas de saúde pública e as estratégias de vacinação, especialmente nos países em vias de desenvolvimento. Deveriam também ajudar as agências doadoras a definir as prioridades de financiamento de novos desenvolvimentos na área das vacinas e a implementação de outras estratégias de prevenção da gripe", escrevem.

fonte: DN

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Gripe A (Gripe Suína ou H1N1)


A “gripe suína” é uma infecção respiratória que atinge os suínos. Nos humanos não existe “gripe suína” mas sim “gripe humana de origem suína” ou Gripe A. Esta pode ser provocada por algum vírus do tipo Influenza A, que pode ter infectado também algum suíno e ter-se transformado nesse hospedeiro. A doença pode surgir em surtos regulares em suínos, embora em Portugal não existam casos descritos. Em condições normais as pessoas não são atingidas pelos vírus da “gripe suína”, sendo que a infecção humana pode apenas ocorrer esporadicamente. Estes vírus da “gripe suína” foram detectados diversas vezes no passado noutros países. A sua propagação de humano para humano foi sempre limitada e não sustentada para além de três pessoas. Actualmente uma nova estirpe de Gripe de origem suína, também designada por “Gripe A” está em circulação em diversos países de vários continentes constituindo uma potencial causa de pandemia de gripe.

fonte: A Gripe

Descoberta e História do Vírus da Gripe


O vírus influenza tem características próprias que lhe permitem mudar continuamente, escapando ao reconhecimento e inactivação pelo sistema imunológico. Por esse motivo, surtos de gripe repetem-se todos os anos e o vírus mantém-se em circulação em todo o mundo ao longo de milénios. Fontes históricas revelam-nos que os vírus da gripe existem há muitos séculos:

430-427 a.C. – Atenas foi atingida por uma “praga” com elevada mortalidade, que alguns estudiosos acreditam ter sido desencadeada por vírus da gripe. Presume-se que a gripe se terá complicado por infecção a estafilococo, resultando em sépsis, síndrome de choque tóxico e morte.

Na idade média julgava-se que a gripe era causada por influência dos astros, donde se julga ter surgido a designação influenza.

1901 – Identificado o primeiro vírus da gripe – foi identificado em galinhas durante a epidemia que afectou estas aves em 1901.

1918 – A ” gripe espanhola ” ou ” gripe suína ” foi uma pandemia causada por vírus da gripe tipo A. Esta pandemia provocou aproximadamente 500 000 mortes nos Estados Unidos e 20 milhões de mortes no mundo inteiro.

1931 – Isolamento de vírus da gripe nos suínos em 1931, que se acreditava ter sido transmitido pelos seres humanos aos suínos durante a pandemia de 1918.

1933 – Isolamento do primeiro vírus da gripe humano, do tipo A.

1940 – Isolamento de vírus da gripe do tipo B.

1946 – Isolamento de vírus influenza do tipo C.

Nos anos 40 foram introduzidas as primeiras vacinas inactivadas para profilaxia (intervenção que visa prevenir a infecção). A profilaxia da gripe é necessária devido à morbilidade e mortalidade associadas à doença. Infelizmente, as primeiras vacinas variavam quanto à potência e pureza, e podiam provocar reacções significativas. Seguiram-se formas mais puras e eficazes.

1957-58 – “Gripe asiática”, uma pandemia provocada por vírus da gripe do tipo A. Esta pandemia originou aproximadamente 86 000 mortes nos Estados Unidos.

1968 – “Gripe de Hong-Kong”, uma pandemia provocada por vírus da gripe do tipo A. Esta pandemia originou aproximadamente 34 000 mortes nos Estados Unidos.

1977 – “Gripe Russa”, uma pandemia também provocada por vírus da gripe do tipo A. Os indivíduos mais idosos que tinham estado expostos à mesma estirpe, quando ela estivera em circulação duas décadas antes, já tinham alguma imunidade. Consequentemente, esta pandemia afectou principalmente os indivíduos com menos de 25 anos de idade e não resultou em mortalidade excessiva.

1997 – Pequeno surto de gripe altamente letal em Hong-Kong, causado por uma estirpe de vírus da gripe que normalmente infectava as galinhas e se transmitiu directamente a seres humanos. Morreram 6 pessoas que contactavam com as galinhas mas o surto foi rapidamente contido pela destruição em massa de todas as aves potencialmente infectadas.

Actualmente, existem em circulação vírus da gripe dos tipos A e B. As suas variantes são incontáveis e em permanente mutação, tornando muito difícil o controle da sua propagação.

fonte: A Gripe

Etiqueta e Higiene Respiratória

• Tapar a boca e o nariz, com lenços descartáveis de papel, durante os acessos de tosse ou espirro;
• Usar lenços descartáveis de papel para conter secreções, por exemplo durante os actos de expectorar e assoar;
• Nunca cuspir, expectorar ou assoar directamente para o meio ambiente (usar sempre um lenço descartável de papel para conter as secreções);
• Utilizar um lenço descartável de papel para tapar a boca e/ou nariz sempre que se tossir ou espirrar. Caso não haja um lenço à disposição, é preferível tapar a boca e/ou nariz com o antebraço, não se devendo nunca utilizar as mãos;
• Utilizar lenços de papel, que devem ser de uso único, depositando-os num saco de plástico que deve ser fechado e colocado no lixo após utilização;
• Não emprestar telefone e telemóveis;
• Evitar a utilização de roupa com reduzida frequência de lavagem.





























fonte: A Gripe

Como lavar as mãos

Lavar as mãos com água corrente e sabão líquido (e/ou desinfectar) depois de qualquer contacto com secreções respiratórias e após tossir, espirrar, assoar, cuspir ou expectorar (usando sempre lenços descartáveis de papel).

Como lavar as mãos?
• A lavagem das mãos deve durar mais de 20 segundos;
• Molha as mãos com água;
• Aplica a solução para cobrir todas as superfícies das mãos;
• Esfrega as palmas das mãos uma nas outra;
• Palma da mão direita no dorso da esquerda, com os dedos entrelaçados e vice-versa;
• Palma com palma com os dedos entrelaçados;
• Parte de trás dos dedos nas palmas opostas com os dedos entrelaçados;
• Esfrega o polegar esquerdo em sentido rotativo, entrelaçado na palma direita e vice-versa;
• Esfrega rotativamente para trás e para a frente os dedos da mão direita na palma da mão esquerda e vice-versa;
• Enxagua as mãos com água;
• Seca as mãos com o papel descartável;
• Utiliza o papel descartável para abrir a porta;































fonte: A Gripe