sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Gripe sazonal provoca 111 mil mortes por ano

Cerca de 90 milhões de crianças no mundo têm gripe sazonal todos os anos, levando a um milhão de internamentos e 111 mil mortes, revela a revista The Lancet numa edição especial sobre o Dia Mundial da Pneumonia.

Para marcar a efeméride, que se assinala amanhã, a revista científica publica o primeiro estudo que fornece estimativas globais sobre a gripe sazonal em crianças com menos de cinco anos e o impacto das pneumonias relacionadas com a gripe.

O estudo calcula que cerca de 90 milhões de crianças em todo o mundo tenham gripe sazonal todos os anos, levando a um milhão de internamentos e 111.500 mortes devidas a pneumonias relacionadas com a gripe. Cerca de 99 por cento destas mortes ocorrem nos países em vias de desenvolvimento.

Os cientistas responsáveis por esta investigação, liderados por Harish Nair, da Universidade de Edimburgo, analisaram 43 estudos, envolvendo oito milhões de crianças, e concluíram que todos os anos há 20 milhões de casos de pneumonia relacionados com a gripe. Isto significa que um em cada oito casos de pneumonia em crianças está relacionado com a gripe sazonal.

Além disso, estimam que haja um milhão de casos graves de pneumonia relacionados com a gripe, o que representa sete por cento de todos os casos graves.

Os investigadores calculam que em 2008 tenha havido entre 28 mil e 111.500 mortes em crianças com menos de cinco anos atribuíveis a pneumonia associada à gripe, sendo que 99% ocorreram em países em vias de desenvolvimento.

"A gripe é o segundo agente mais comum identificado em crianças com pneumonia e contribui substancialmente para o peso da hospitalização e da mortalidade nas crianças", referem os cientistas.

"As nossas estimativas deveriam informar as políticas de saúde pública e as estratégias de vacinação, especialmente nos países em vias de desenvolvimento. Deveriam também ajudar as agências doadoras a definir as prioridades de financiamento de novos desenvolvimentos na área das vacinas e a implementação de outras estratégias de prevenção da gripe", escrevem.

fonte: DN

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Gripe A (Gripe Suína ou H1N1)


A “gripe suína” é uma infecção respiratória que atinge os suínos. Nos humanos não existe “gripe suína” mas sim “gripe humana de origem suína” ou Gripe A. Esta pode ser provocada por algum vírus do tipo Influenza A, que pode ter infectado também algum suíno e ter-se transformado nesse hospedeiro. A doença pode surgir em surtos regulares em suínos, embora em Portugal não existam casos descritos. Em condições normais as pessoas não são atingidas pelos vírus da “gripe suína”, sendo que a infecção humana pode apenas ocorrer esporadicamente. Estes vírus da “gripe suína” foram detectados diversas vezes no passado noutros países. A sua propagação de humano para humano foi sempre limitada e não sustentada para além de três pessoas. Actualmente uma nova estirpe de Gripe de origem suína, também designada por “Gripe A” está em circulação em diversos países de vários continentes constituindo uma potencial causa de pandemia de gripe.

fonte: A Gripe

Descoberta e História do Vírus da Gripe


O vírus influenza tem características próprias que lhe permitem mudar continuamente, escapando ao reconhecimento e inactivação pelo sistema imunológico. Por esse motivo, surtos de gripe repetem-se todos os anos e o vírus mantém-se em circulação em todo o mundo ao longo de milénios. Fontes históricas revelam-nos que os vírus da gripe existem há muitos séculos:

430-427 a.C. – Atenas foi atingida por uma “praga” com elevada mortalidade, que alguns estudiosos acreditam ter sido desencadeada por vírus da gripe. Presume-se que a gripe se terá complicado por infecção a estafilococo, resultando em sépsis, síndrome de choque tóxico e morte.

Na idade média julgava-se que a gripe era causada por influência dos astros, donde se julga ter surgido a designação influenza.

1901 – Identificado o primeiro vírus da gripe – foi identificado em galinhas durante a epidemia que afectou estas aves em 1901.

1918 – A ” gripe espanhola ” ou ” gripe suína ” foi uma pandemia causada por vírus da gripe tipo A. Esta pandemia provocou aproximadamente 500 000 mortes nos Estados Unidos e 20 milhões de mortes no mundo inteiro.

1931 – Isolamento de vírus da gripe nos suínos em 1931, que se acreditava ter sido transmitido pelos seres humanos aos suínos durante a pandemia de 1918.

1933 – Isolamento do primeiro vírus da gripe humano, do tipo A.

1940 – Isolamento de vírus da gripe do tipo B.

1946 – Isolamento de vírus influenza do tipo C.

Nos anos 40 foram introduzidas as primeiras vacinas inactivadas para profilaxia (intervenção que visa prevenir a infecção). A profilaxia da gripe é necessária devido à morbilidade e mortalidade associadas à doença. Infelizmente, as primeiras vacinas variavam quanto à potência e pureza, e podiam provocar reacções significativas. Seguiram-se formas mais puras e eficazes.

1957-58 – “Gripe asiática”, uma pandemia provocada por vírus da gripe do tipo A. Esta pandemia originou aproximadamente 86 000 mortes nos Estados Unidos.

1968 – “Gripe de Hong-Kong”, uma pandemia provocada por vírus da gripe do tipo A. Esta pandemia originou aproximadamente 34 000 mortes nos Estados Unidos.

1977 – “Gripe Russa”, uma pandemia também provocada por vírus da gripe do tipo A. Os indivíduos mais idosos que tinham estado expostos à mesma estirpe, quando ela estivera em circulação duas décadas antes, já tinham alguma imunidade. Consequentemente, esta pandemia afectou principalmente os indivíduos com menos de 25 anos de idade e não resultou em mortalidade excessiva.

1997 – Pequeno surto de gripe altamente letal em Hong-Kong, causado por uma estirpe de vírus da gripe que normalmente infectava as galinhas e se transmitiu directamente a seres humanos. Morreram 6 pessoas que contactavam com as galinhas mas o surto foi rapidamente contido pela destruição em massa de todas as aves potencialmente infectadas.

Actualmente, existem em circulação vírus da gripe dos tipos A e B. As suas variantes são incontáveis e em permanente mutação, tornando muito difícil o controle da sua propagação.

fonte: A Gripe

Etiqueta e Higiene Respiratória

• Tapar a boca e o nariz, com lenços descartáveis de papel, durante os acessos de tosse ou espirro;
• Usar lenços descartáveis de papel para conter secreções, por exemplo durante os actos de expectorar e assoar;
• Nunca cuspir, expectorar ou assoar directamente para o meio ambiente (usar sempre um lenço descartável de papel para conter as secreções);
• Utilizar um lenço descartável de papel para tapar a boca e/ou nariz sempre que se tossir ou espirrar. Caso não haja um lenço à disposição, é preferível tapar a boca e/ou nariz com o antebraço, não se devendo nunca utilizar as mãos;
• Utilizar lenços de papel, que devem ser de uso único, depositando-os num saco de plástico que deve ser fechado e colocado no lixo após utilização;
• Não emprestar telefone e telemóveis;
• Evitar a utilização de roupa com reduzida frequência de lavagem.





























fonte: A Gripe

Como lavar as mãos

Lavar as mãos com água corrente e sabão líquido (e/ou desinfectar) depois de qualquer contacto com secreções respiratórias e após tossir, espirrar, assoar, cuspir ou expectorar (usando sempre lenços descartáveis de papel).

Como lavar as mãos?
• A lavagem das mãos deve durar mais de 20 segundos;
• Molha as mãos com água;
• Aplica a solução para cobrir todas as superfícies das mãos;
• Esfrega as palmas das mãos uma nas outra;
• Palma da mão direita no dorso da esquerda, com os dedos entrelaçados e vice-versa;
• Palma com palma com os dedos entrelaçados;
• Parte de trás dos dedos nas palmas opostas com os dedos entrelaçados;
• Esfrega o polegar esquerdo em sentido rotativo, entrelaçado na palma direita e vice-versa;
• Esfrega rotativamente para trás e para a frente os dedos da mão direita na palma da mão esquerda e vice-versa;
• Enxagua as mãos com água;
• Seca as mãos com o papel descartável;
• Utiliza o papel descartável para abrir a porta;































fonte: A Gripe

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Investigadores descobrem registo mais antigo da gripe espanhola

Doença matou 50 milhões de pessoas em 1918 e 1919.

Estudo foi feito com corpos de soldados mortos na época.

Uma pesquisa publicada nesta segunda-feira (19) pela revista científica “Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS)” mostra que o vírus da gripe espanhola já estava nos EUA pelo menos quatro meses antes de atingir níveis pandémicos. A doença matou cerca de 50 milhões de pessoas em todo o mundo nos anos de 1918 e 1919.

A equipa de Jeffery Taubenberger analisou tecidos pulmonares de soldados norte-americanos que morreram por infecções respiratórias em 1918. Proteínas e material genético do vírus foram encontrados em 37 deles, sendo que quatro morreram entre maio e agosto. Segundo os cientistas, esses são os casos mais antigos já encontrados. A doença só se tornou uma pandemia a partir do outono europeu, que começa em setembro.

Além de terem sido infectados pelo mesmo vírus, as lesões e o quadro clínico apresentados pelos soldados foram idênticos aos relatados no auge da pandemia. Para Taubenberger, isso mostra que o vírus não sofreu nenhuma mutação que pudesse justificar a alta mortalidade.

Os cientistas descobriram ainda que havia dois tipos diferentes do vírus a circular no mundo. Num deles, uma proteína chamada hemaglutinina ligava o vírus às células respiratórias com mais eficiência que no outro tipo. Contudo, os efeitos no corpo eram parecidos nos dois casos, e a variação também não explica o alto número de mortos.

Em todos os 68 corpos estudados, os soldados tinham alguma infecção bacteriana, como a tuberculose além do vírus. Por isso, os autores concluem que os novos dados reforçam a importância do combate às bactérias durante surtos de gripe em larga escala.

fonte: G1

domingo, 11 de setembro de 2011

Gripe de 1918

Enfermeiras cuidam de vítimas da epidemia de gripe espanhola de 1918 dentro de barracas de lona, em Massachusetts

Em 1918, o mundo assistia ao fim da Primeira Guerra Mundial. No fim daquele ano, o número estimado de mortos chegaria a 37 milhões no mundo inteiro e milhões de soldados tentavam voltar para casa. Então, surgiu uma nova doença. Alguns a chamaram de gripe espanhola, outros de a grande gripe ou ainda de gripe de 1918. Independe disso, a doença matou aproximadamente 20 milhões de pessoas em questão de meses [fonte: Yount]. Num ano, a gripe desapareceria, mas apenas depois de causar um número espantoso de mortes. As estimativas globais variam entre 50 e 100 milhões de fatalidades naquele ano [fonte: NPR]. Muitos a consideram a pior epidemia (depois pandemia) registada na história da humanidade.

A gripe de 1918 não foi causada pelo vírus típico da gripe que vemos anualmente. Era uma nova cepa de micróbio da gripe, o vírus A da gripe aviária H1N1. Os cientistas suspeitam que a doença tenha sido transmitida dos pássaros para os humanos no meio-oeste americano pouco antes do surto. Foi baptizada, posteriormente, de gripe espanhola depois que uma epidemia na Espanha matou 8 milhões de pessoas [fonte: NPR].

No mundo inteiro, o sistema imunológico das pessoas estava totalmente despreparado para o novo vírus - assim como os astecas não esperavam a chegada da varíola, por volta de 1500. O transporte de tropas e as linhas de abastecimento no fim da Primeira Guerra Mundial permitiram que o vírus chegasse rapidamente a proporções pandémicas, espalhando-se para outros continentes e países.

Ressurreição de um assassino

Em 2005, os investigadores recriaram o vírus A da gripe aviária H1N1 a partir de material genético encontrado nos pulmões das vítimas da gripe de 1918. Os cientistas esperam que, com o estudo do vírus fatal, eles possam preparar-se melhor para futuros surtos dos novos vírus da gripe.

A gripe de 1918 apresentava os sintomas típicos de uma gripe normal, como febre, náusea, dores e diarréia. Além disso, os pacientes frequentemente desenvolviam manchas escuras nas bochechas. Quando seus pulmões se enchiam de líquido, eles corriam o risco de morte por falta de oxigénio. Aqueles que morreram afogaram-se com a própria secreção.

A epidemia desapareceu num ano, quando o vírus mudou para outras formas menos fatais. A maioria das pessoas, hoje, apresenta algum grau de imunidade a essa família de vírus H1N1, herdada daqueles que sobreviveram à pandemia.

fonte: HowStuffWorks

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Confirmada ligação entre vacina e mais narcolepsia infantil

Investigadores finlandeses anunciaram hoje que confirmaram uma ligação entre a vacina Pandemrix contra o vírus da gripe A (H1N1) e o aumento do número de casos de narcolepsia em crianças e adolescentes.

Segundo noticia hoje a Agência France Press, "os grupos de trabalhos nacionais sobre a narcolepsia [uma deficiência que se caracteriza pela dificuldade da pessoa se manter acordada] confirmaram (...) que a vacina Pandemrix, distribuída no inverno de 2009-2010, contribuiu para o aumento de casos de narcolepsia na população entre os quatro e os 19 anos", anunciou em comunicado o Instituto da Saúde e Bem-Estar finlandês.

Nesta faixa etária, os doentes a quem foi injectado a Pandemrix registaram 12,7 vezes mais casos de narcolepsia do que os que não receberam a vacina, sublinha o estudo, que revela contudo que os que desenvolveram a doença tinham uma predisposição genética para a mesma.

Os investigadores apuraram ainda que esta vacina não provocou a narcolepsia em crianças com menos de quatro anos nem em jovens com mais de 19.

Em Julho, a autoridade que regula o sector do medicamento em Portugal anunciou que a Agência Europeia do Medicamento concluiu que há uma associação entre a toma da vacina contra a gripe A e os casos de narcolepsia em crianças e adolescentes.

O Comité de Medicamentos de Uso Humano da Agência Europeia recomendou que se evite administrar a vacina Pandemrix, usada em Portugal, a pessoas com menos de 20 anos.

Esta vacina só deve ser dada a menores de 20 anos caso não esteja disponível a vacina da gripe sazonal e se a imunização contra o vírus da gripe A ainda for necessária, como no caso de pessoas com risco de complicações no decurso da infecção.

Contudo, a agência europeia mantém que a relação benefício-risco para a vacina mesmo em pessoas com menos de 20 anos continua positiva.

fonte: DN

domingo, 21 de agosto de 2011

Estado regista o primeiro caso de gripe suína do ano

A Secretaria de Estado de Saúde confirmou o diagnóstico do primeiro caso de gripe A - H1N1 deste ano em Mato Grosso do Sul. O caso surgiu em Ponta Porã numa mulher de 64 anos que não se vacinou contra a gripe, apesar de pertencer a grupo populacional com prioridade pela Saúde.

A campanha de vacinação foi encerrada em junho. As metas foram alcançadas, excepto para o grupo de gestantes que ficou em 53% de cobertura. A vacinação foi estendida enquanto havia vacina, com prioridade, então, outros grupos de população com risco - como os diabéticos, os renais crónicos e, inclusive, internos dos presídios do Estado.

Orientações

Com as condições climáticas favoráveis para o surgimento de infecções respiratórias, como a gripe A, a SES orienta a população e, principalmente, os chamados grupos de risco (gestantes, crianças de 6 meses a 2 anos de idade, idosos, indígenas e profissionais de saúde) a manter medidas de prevenção, como lavar as mãos com água e sabão com frequência e não compartilhar talheres e objectos de uso pessoal.

Também é importante manter os ambientes limpos e ventilados, sobretudo locais húmidos e frios, que favorecem a multiplicação do vírus. A higienização das mãos com álcool/gel é indicada na prevenção em locais públicos e com grande circulação de pessoas.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, aos primeiros sinais de febre (com temperatura maior que 38°), tosse e dor de garganta, o paciente deve procurar imediatamente um posto de saúde, para que sejam feitos os exames iniciais. Durante o atendimento, o médico fará a avaliação e recolha de material, que será encaminhado para o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen).

Em caso de confirmação, o tratamento através de antivirais, como o Oseltamivir deve ser iniciado até 48 horas do início dos sintomas. Após este período, perde a eficácia.


segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Cientistas dos EUA descobrem novo anticorpo da gripe

A possibilidade de uma única vacina contra a gripe está cada vez mais próxima. Cientistas dos Estados Unidos descobriram um anticorpo que age contra 30 das 36 estirpes da gripe, o último avanço na busca de um tratamento universal e de uma vacina contra a doença, segundo estudo publicado nesta segunda-feira. O novo anticorpo amplamente neutralizante, denominado CH65, consegue aderir na superfície do vírus da gripe, denominada hemaglutinina, a qual sofre mutação a cada temporada, forçando os especialistas a projectar regularmente uma nova vacina.

O anticorpo CH65 foi encontrado nas células de um voluntário, que tomou vacina contra a gripe desenvolvida para o ano de 2007, destacou o estudo, publicado nas Actas da Academia Nacional de Ciências. "O que isto nos diz é que o sistema imunológico humano pode ajustar sua resposta à gripe e de facto produzir, embora com uma frequência baixa, anticorpos que neutralizam toda uma série de estirpes", disse o autor principal do estudo, Stephen Harrison, do Hospital Infantil de Boston, Massachussetts.

"Nosso objetivo é entender como o sistema imunológico selecciona os anticorpos e utiliza essa informação para fazer melhorias que contribuam para a elaboração de uma vacina que favorecerá a amplitude sobre a especificidade", completou.

Na semana passada, investigadores britânicos e suíços anunciaram, na revista americana Science, a descoberta do primeiro anticorpo humano capaz de eliminar todos os vírus da gripe. Este anticorpo, denominado FI6, foi posto à prova nos subtipos de vírus da gripe A e sempre demonstrou eficácia contra a hemaglutinina, uma proteína frequentemente variável.

fonte: terra