terça-feira, 3 de abril de 2012
Conselho dos EUA recomenda publicação de artigos polémicos sobre gripe das aves
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terça-feira, 27 de março de 2012
Descoberta primeira mutação humana que dá vulnerabilidade à gripe
A mutação só explicará o que se passa numa pequena parte das pessoas infectadas pelo vírus da gripe que ficaram muito doentes
Uma mutação no gene humano IFITM3 foi associada a uma maior vulnerabilidade a infecções virais, em particular à gripe. Um estudo publicado na revista Nature mostrou que a mutação era muito mais frequente em doentes graves hospitalizados devido à estirpe H1N1, durante a pandemia de 2009, do que na população normal. Foi a primeira vez que se encontrou um gene directamente responsável pela vulnerabilidade a infecções.
“As doenças infecciosas são elas próprias genéticas. Esta foi a primeira observação de um gene que leva à susceptibilidade da gripe”, disse Kenneth Baillie, da Universidade de Edimburgo, um dos autores que assinou o artigo. “Pensamos num vírus como algo que nos infecta ou não”, explicou, citado pela BBC News. “Mas de facto, sabemos que a probabilidade de se contrair uma doença infecciosa é passada nas famílias de uma forma mais forte do que o cancro ou as doenças cardíacas.”
A equipa começou por estudar o efeito deste gene em ratinhos. O gene IFITM3 dá origem a uma proteína importante na primeira linha de protecção das células contra os vírus. Estes agentes patogénicos dependem da maquinaria celular para se replicar: entram na célula, inserem o seu ADN no meio dos cromossomas humanos e põem a maquinaria celular a produzir material genético e proteínas que se agregam, formando novos vírus. Depois, os agentes saltam fora da célula destruída, prontos para repetir a táctica e continuarem a infecção.
No caso da gripe, o IFITM3 começa a ser expresso no tecido dos pulmões quando o sistema imunitário dá sinais da existência do vírus. Nos ratinhos mutantes que tinham este gene disfuncional, uma simples gripe era muito mais letal. Em comparação com ratinhos normais, o vírus penetrava mais no tecido dos pulmões, tinha uma replicação dez vezes maior e causava pneumonia como nas situações mais severas de gripe. Os ratinhos emagreciam muito e ficavam à beira da morte.
No caso da pandemia H1N1, os 53 doentes estudados que foram para ao hospital, no Reino Unido, com situações graves de gripe. Este grupo tinha uma frequência 17 vezes maior de uma mutação não funcional do gene IFITM3 do que a população caucasiana europeia.
Os investigadores acreditam que a versão alterada do gene poderá causar ou uma proteína mais pequena ou pode diminuir a abundância da molécula. Uma das primeiras barreiras contra este vírus fica comprometida.
Apesar de a mutação só aparecer numa parcela pequena dos doentes graves infectados pelo vírus H1N1, não explicando todas as situações, Abraham Brass, cientista da Universidade de Havard que liderou a investigação, diz que estes resultados sugerem que “indivíduos e populações com uma actividade menor do gene IFITM3 podem correr um risco acrescido durante uma pandemia, e que o IFITM3 pode ser vital para defender as populações humanas contra outros vírus como a gripe aviária”, disse à Reuters.
fonte: Público
domingo, 18 de março de 2012
Portugal gastou 15 milhões em vacinas contra a gripe A, mas destruiu mais de metade
Fraca adesão resultou numa utilização das vacinas muito inferior à esperada
Portugal comprou dois milhões de vacinas contra a gripe A, por 15 milhões de euros, mas acabou por destruir mais de metade, que equivale a 9,7 milhões, segundo a sub-directora geral da Saúde.
Em entrevista à Lusa, Graça Freitas explicou que foram administradas 700 mil vacinas e realçou que foram vários os factores que estiveram na origem desta “reduzida adesão” à vacinação contra o H1N1 pandémico em 2009, nomeadamente o facto de a actividade gripal se ter revelado mais moderada do que o esperado.
Esta fraca adesão resultou numa utilização das vacinas muito inferior à esperada. Assim, inicialmente o Estado português tinha encomendado seis milhões, mas conseguiu a compra de apenas dois milhões, considerados suficientes na altura.
Destes dois milhões de vacinas, que custaram 15 milhões de euros, foram administradas pouco mais de 700 mil.
As restantes, explicou Graça Freitas, ou foram inutilizadas, pois os frascos tinham dez doses e as que não eram administradas na altura não podiam ser guardadas, ou simplesmente foram destruídas.
O prazo de validade destas vacinas expirou em Agosto de 2011, mas mesmo se tal não tivesse acontecido elas não podiam ser usadas, pois o vírus da época gripal seguinte (2009/10) foi outro.
Por definir está o futuro do antiviral Oseltamivir, que Portugal adquiriu em 2005 para responder a uma eventual pandemia do vírus da gripe das aves.
Parte dos 2,5 milhões de tratamentos, adquiridos por 22,58 milhões de euros para a reserva estratégica de medicamentos, foi usada aquando da pandemia do H1N1, em 2009, mas uma outra continua guardada.
Graça Freitas revelou à Lusa que este produto deverá ser sujeito a uma reavaliação ainda durante este ano, de modo a assegurar que está em condições para prolongar a sua validade.
Se as autoridades competentes decidirem que esse prazo foi ultrapassado, ou se o produto não estiver em condições, o Oseltamivir deverá ser destruído, adiantou a sub-directora geral da Saúde.
Além deste medicamento, Portugal dispõe na sua reserva estratégica de medicamentos de vacinas contra a varíola, que têm uma validade “muito prolongada”, disse.
Para a gripe sazonal da presente época foram distribuídas gratuitamente 330 mil doses de vacinas nos centros de saúde, nomeadamente aos idosos com mais de 65 anos e baixo rendimento, e às pessoas institucionalizadas.
Graça Freitas reconhece que a adesão tem ficado “aquém das expectativas”, mas não adianta justificações nem estabelece, para já, uma ligação deste facto ao elevado número de mortos que se tem registado nas últimas semanas.
Certo é que o vírus em circulação (H3N2) é “bastante agressivo” e tem “uma expressão mais grave do que a gripe pandémica” de 2009, disse.
fonte: Público
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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Frio e gripe terão aumentado mortalidade em meados de fevereiro
Gripe terá sido uma das causas
O Instituto de Saúde Ricardo Jorge confirmou esta segunda-feira, através de comunicado, o aumento da mortalidade em Portugal "por todas as causas", entre os dias 13 e 19 de fevereiro.
No texto, a instituição adiantou que "os períodos de frio extremo, assim como as epidemias de gripe, estão associadas a excessos de mortalidade", acrescentando que, "em Portugal, a média ao longo de várias épocas foi de cerca de 2.400 óbitos, variando entre a ausência de excesso e um acréscimo de 8.500 (1998-1999)".
Sobre o aumento da mortalidade verificado nas últimas semanas em Portugal, o Instituto Ricardo Jorge admitiu que "está muito possivelmente associado ao período de frio e à circulação de agentes infeciosos respiratórios que ocorreu em simultâneo".
Mais adiantou que "as análises preliminares dos dados efetuadas, apenas com números absolutos e não com taxas, mostram que o excesso de mortalidade se concentra no grupo etário dos 75 e mais anos", bem como nas regiões Norte, Centro e Lisboa e Vale do Tejo.
O apuramento efetivo do impacto da infeção por gripe e o período de frio extremo na mortalidade só será possível, esclareceu, "com a análise da mortalidade desagregada por causas de morte, por região e por grupos etários", mas desde já assegurou que "não se identificaram outros fatores que melhor possam explicar o excesso de mortalidade observado".
O período para este "apuramento epidemiológico e estatístico mais exaustivo" é estimado pelo Instituto em pelo menos seis meses, por estar "condicionado à disponibilidade da mortalidade por causa específica".
Em todo o caso, assegurou que vai investigar "em profundidade" os motivos associados a este excesso de mortalidade, em articulação com a Direção-Geral da Saúde.
O Instituto Ricardo Jorge disponibiliza todas as quintas-feiras, na sua página na internet (www.insa.pt), o Boletim da Gripe.
fonte: JN
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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Seis passos para aliviar os sintomas da gripe
1 - Primeiros sintomas
Acordou com a sensação de que alguma coisa não está bem, a cabeça está pesada e sente picos na garganta? O melhor é não fazer planos para grandes refeições. Para Francisco Varatojo, professor de medicina oriental e autor do livro Mente Sã, Corpo São (ed. A Esfera dos Livros), as constipações estão frequentemente ligadas a distúrbios digestivos e são uma forma de o organismo se adaptar a mudanças internas ou externas súbitas. «Comer pouco, mastigar bem e evitar refeições com texturas pastosas, que aumentam os mucos, já ajuda muito», diz ao SOL.Outra recomendação é beber chá de kuzu – planta originária do Oriente que foi trazida para o Ocidente há cerca de um século –, que se compra sob a forma de um pó branco – na realidade, é a raiz da planta. As suas propriedades terapêuticas «normalizam a temperatura do corpo e melhoram as funções digestivas».
2 - Nas duas primeiras horas
Carlos Martins recomenda pôr gotas de soro fisiológico no nariz para diminuir o entupimento ou, em casos mais intensos, a utilização de um descongestionante nasal, mas alerta para evitar o tratamento demasiado prolongado. Para alívio das dores de cabeça e do corpo, aconselha a toma de paracetamol, que em casos de febre ligeira também pode ajudar.
Para a garganta irritada, o ideal, segundo Francisco Varatojo, é gargarejar com água salgada.
3 - À hora do almoço
Francisco Varatojo diz que deve «comer-se vegetais e cereais, em pouca quantidade. E em vez de carne ou peixe». O especialista aconselha também a ingestão de chás naturais, além do kuzu. Por exemplo, o chá de nabo ou de cebola também contribuem para a melhoria dos sintomas.
Para o médico de família, Carlos Martins, a hidratação do organismo é muito importante: «Não há melhor xarope para a tosse do que um copo de água».
4 - A meio do dia
Aplicar uma toalha bem quente e húmida na zona cervical durante 15 a 20 minutos, substituindo a toalha sempre que esta arrefeça.
5 - Antes de dormir Francisco Varatojo defende que não se deve ingerir alimentos duas ou três horas antes de irmos para a cama.
Carlos Martins aconselha a reforçar a hidratação – com mais chás ou, ainda melhor, simplesmente com água.
Outro truque para o conforto geral, mas também para activar o sistema imunitário, é mergulhar os pés em água salgada quente durante 15 minutos. O chamado ‘escalda pés’ «activa os meridianos dos membros inferiores e melhora a actividade dos rins», conhecidos como os filtros do organismo.
Por fim, o conselho de ambos os especialistas é uma boa noite de sono.
6 - No dia seguinte
Sente-se melhor? Óptimo. Agora é só recomeçar e fazer tudo outra vez. Ainda que os sintomas pareçam ter desaparecido, é necessário repetir estes passos durante cerca de três dias.
fonte: Sol
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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
OMS discute à porta fechada o que fazer com investigação sobre gripe das aves
Milhões de aves foram mortas devido à suspeita da gripe
A polémica que já obrigou 30 equipas de investigação a assinarem uma moratória onde se comprometiam a parar o seu trabalho durante 60 dias está agora a ser discutida numa reunião à porta fechada, na sede de Genebra da Organização Mundial de Saúde (OMS).
O que está por trás da reunião? A investigação feita por duas equipas independentes que conseguiram mutar o vírus da gripe das aves de modo a, presumivelmente, passar de pessoa para pessoa. Uma investigação que ainda está à espera de ser publicada por se temer que caia nas mãos erradas, e possa ser utilizada para desenvolver armas biológicas, causando uma pandemia de gripe pior do que a de 1918.
Antes da gripe dos porcos que fez as manchetes no Verão de 2009, já a gripe das aves era uma preocupação há anos. O H5N1 foi detectado pela primeira vez em 1997, em Hong Kong, e devastou bandos de patos e galinhas na Ásia, chegando ao Médio Oriente e à Europa.
A transmissão para humanos em contacto com animais continua a ser uma realidade. Só desde 1 de Janeiro deste ano, a OMS tem nove relatos de episódios de transmissão, que aconteceram em cinco países diferentes, afectaram dez pessoas e mataram sete.
Segundo a organização a mortalidade da gripe das aves é de 59%. Um valor altíssimo se for comparado com a gripe espanhola, que em 1918 matou 2,5% das pessoas que infectou: e que ainda assim, estima-se que tenha morto entre 20 e 50 milhões de pessoas.
Vários cientistas contestam este valor da fatalidade da gripe das aves, dizendo que os números de infectados que a OMS tem não contemplam infecções assintomáticas ou leves, que não acabaram no hospital.
Num artigo noticioso desta semana da Nature, Declan Butler descreve vários estudos que tentaram analisar a percentagem de população que foi infectada, em certas regiões da Ásia. Apesar de os números serem contraditórios, o artigo sublinha outro aspecto. “Não me interessa que o vírus tenha um rácio de fatalidade de 50% ou 5% ou 1%, ainda seria um problema grande”, disse Marc Lipsitch, epidemiologista da Harvard School of Public Health, Boston, Massachusetts, citado no artigo, que refere ainda que ficará sempre acima da capacidade que os países têm para enfrentar uma pandemia.
Neste contexto, a polémica estalou quando em Setembro de 2011 uma equipa de investigadores conseguiu mutar o H5N1 de modo a que este se transmitisse directamente entre doninhas - o modelo por excelência para estudar as gripes, já que é muito parecido com o que se passa em humanos. Isto é novidade - e perigoso - porque o vírus se transmite normalmente das aves para os mamíferos ou para os humanos.
Os dados foram apresentados primeiro em Setembro por uma equipa de investigação holandesa, liderada por Ron Fouchier, que trabalha no Erasmus Medical College e depois pela equipa de Yoshihiro Kawaoka da Universidade de Tóquio e Universidade de Wisconsin-Madison.
As duas equipas já enviaram os resultados para a Science e para a Nature, mas em Dezembro, um comité de acompanhamento da Agência nacional para a ciência e biosegurança dos Estados Unidos pediu às duas revistas para não publicarem detalhes dos dois estudos por medo que a informação pudesse ser utilizada por bioterroristas. As revistas aceitaram os estudos mas ainda não disseram se os vão publicar na íntegra.
Depois de, a 20 de Janeiro, Kawaoka ter assinado a moratória de 60 dias, junto com outras equipas, deu a sua opinião num artigo na Nature. “Algumas pessoas argumentam que os riscos destes estudos – mau uso e a libertação acidental do vírus, por exemplo – pesam mais do que os benefícios”, escreveu. “Oponho-me a isso, o vírus H5N1 que circula na natureza já é uma ameaça, porque os vírus da gripe mutam constantemente e podem estar na origem de pandemias que causam grande perda de vidas.”
Agora, a reunião em Genebra que termina sexta-feira, e junta 22 pessoas, entre autores dos dois estudos e os editores das revistas científicas, vai discutir “as circunstâncias específicas dos dois estudos e vai tentar chegar a um consenso sobre acções práticas que resolvam as questões mais urgentes. Em particular o acesso e a disseminação dos resultados desta investigação”, explica um comunicado da OMS.Num artigo de opinião da edição online desta quinta-feira da Science, Malik Peiris, que teve um papel importante em determinar o carácter patogénico do H5N1, explica que antes das grandes epidemias passarem para as pessoas, os vírus na sua origem passaram anos a infectarem animais. Argumenta que “compreender as características virais e humanas que permitem que a gripe (…) possa ser transmitida entre humanos é sem dúvida uma das mais importantes questões da investigação de hoje”. E remata: “A natureza continua a ser um dos mais eficientes bioterroristas!”
fonte: Público
domingo, 22 de janeiro de 2012
Vírus da gripe das aves faz segunda vítima num mês
Um habitante do sudoeste da China morreu hoje devido a uma infeção pelo vírus da gripe das aves, naquele que é o segundo caso registado no país em cerca de um mês, noticiou a agência Nova China.
O homem, de 39 anos, começou a ter febre a 06 de janeiro, tendo sido hospitalizado quinta-feira em Guiyang, capital da província de Guizhou. O seu estado de saúde deteriorou-se rapidamente, tendo morrido hoje.
As análises realizadas confirmaram que a morte foi causada por uma infeção com o vírus H5N1, comummente designado de vírus da gripe das aves.
Em finais de dezembro, o condutor de um autocarro de Shenzhen, no sul da China, morreu com gripe aviária.
Este caso - que figurou como o primeiro na China em 18 meses - reavivou os receios quanto a um novo surto da gripe das aves no país, e surgiu depois das autoridades sanitárias de Hong Kong terem ordenado o abate de cerca de 20 mil frangos após duas aves terem dado positivo a H5N1.
O H5N1 raramente afeta seres humanos e normalmente só aqueles que mantêm um contacto próximo com aves infetadas, mas é mortal em 60 por cento dos casos.
A Organização Mundial de Saúde estima que, desde 2003, já tenham morrido 336 pessoas por causa do vírus, de um total de 573 casos confirmados, em todo o mundo.
fonte: DN
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Gripe das aves matou jovem de 24 anos na Indonésia
Gripe das aves causada pelo vírus H5N1
Um jovem de 24 anos morreu por gripe das aves na Indonésia, o país mais afectado pelo vírus H5N1, anunciou o Ministério da Saúde local, realçando a possibilidade de ressurgimento da epidemia.
"Os resultados dos testes confirmaram tratar-se de um caso de gripe das aves", disse um responsável do Ministério da Saúde da Indonésia citado pela agência noticiosa francesa AFP dez dias após o anúncio de um caso mortal pelo mesmo vírus na China.
A vítima era um jovem de 24 anos que residia nos subúrbios de Jacarta e que registou uma febre elevada no fim-de-semana, tendo sido inicialmente diagnosticado com dengue, de acordo com o jornal "Jakarta Post".
A 10 de Outubro, a morte de duas crianças de dez e 5 anos foi confirmada como estando relacionada com o vírus H5N1, tendo sido o primeiro caso mortal desde Maio de 2010 verificado naquele país.
De acordo com os dados da Organização Mundial de Saúde, o vírus H5N1 causou a morte a 150 pessoas na Indonésia desde 2003 entre um total de 339 mortes registadas no mundo inteiro.
Depois da Indonésia, o país mais afectado pelo vírus é o Vietname, onde foram registadas 59 mortes.
O vírus H5N1 é transmissível de animais para o homem.
fonte: JN
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
OMS preocupada com o vírus mutante da gripe das aves
A Organização Mundial de Saúde (OMS) manifestou-se hoje "profundamente preocupada" com as pesquisas realizadas em laboratório sobre um vírus mutante da gripe das aves H5N1.
O laboratório holandês liderado por Ron Fouchier no centro médico universitário Erasmus de Roterdão anunciou em Setembro ter criado uma mutação do vírus H5N1 potencialmente capaz, pela primeira vez, de se transmitir facilmente entre mamíferos e potencialmente entre humanos.
A Universidade do Wisconsin, nos Estados Unidos, também realizou um trabalho sobre o mesmo vírus, com as duas pesquisas a serem financiadas pelos institutos nacionais americanos da saúde (NHI).
"A OMS toma nota de que" estes anúncios "suscitaram preocupações sobre eventuais riscos e más utilizações associadas a estas pesquisas", indica a organização em comunicado.
A OMS "está também profundamente preocupada com as eventuais consequências negativas" de tais trabalhos, acrescenta a nota.
A mesma organização defende ainda que "os estudos desenvolvidos em condições apropriadas deverão continuar" a fim de se conseguirem os conhecimentos "necessários para reduzir os riscos associados ao vírus H5N1".
fonte: DN
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domingo, 1 de janeiro de 2012
Confirmada 1.ª morte por gripe das aves em 18 meses
Um homem morreu hoje em Shenzhen, na China, vítima do vírus H5N1, também conhecido como gripe das aves, o primeiro caso no país em 18 meses, revelaram as autoridades.
O indivíduo, um condutor de autocarros, morreu na cidade de dez milhões de habitantes, próxima de Hong Kong, onde milhares de aves foram eliminadas depois de ter sido confirmada na semana passada a presença do vírus.
Aparentemente, refere a agência France Presse, o indivíduo não teve qualquer contacto, no mês passado, com aves domésticas e não saiu de Shenzhen. Foi hospitalizado no dia de natal e as autoridades confirmaram que estava contaminado com o vírus H5N1.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que em todo o mundo, desde 2003, já tenham morrido 336 pessoas por causa deste vírus, 26 das quais na China.
A OMS já manifestou preocupação sobre uma possível mutação do vírus verificada em pesquisas laboratoriais.
fonte: DN
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